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domingo, 18 de maio de 2025

ASAS DE RELÓGIO

 ASAS DE RELÓGIO  - Poema de Tarso Correa 


O tempo, simplesmente o tempo.

Deixei para trás os pesos que ele impõe,

Hoje não os carrego,

Sou carregado pelo tempo.

Não coleciono minutos, horas, dias e nem anos,

Coleciono momentos e tudo que ele propõe.

Os tristes, vivo os como coisas passageiras,

Os alegres, eternizo na pele, como o arrepio da água fria da cachoeira 

Marquei meu caminho com as marcas pesadas do desalinho.

Das ansiedades e frustrações,

Inquietações caladas,

Preocupações secas em seus vasos ocos

E as alegrias dos encontros e desencontros,

Que ficaram jogadas por aí.

Hoje flutuo em mim

Sou presente, presente em mim,

Sem passado e sem a obrigação do futuro,

Sou inteiro em mim,

Na minha solitude.

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SEM NZALA

  Sem Nzala - poema de Tarso Correa