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terça-feira, 13 de setembro de 2016

Descortinando o passado

Descortinando o passado - poema de Tarso Correa


Vasculhando as gavetas da minha vida,
Chorei, sorri, fiz careta;
Encontrei inutilidades, futilidades,
Que hoje não sei por que guardei;
Encontrei alegrias, coisas importantes e algumas meras alegorias;
Encontrei encontros e desencontros,
Amores que ficaram surrados, abandonados,
E mágoas que criaram teias e ficaram mofadas;
Encontrei umas tantas vidas que com a minha cruzou,
E que o tempo levou;
Encontrei realizações e decepções,
Emoções enclausuradas nas lágrimas contidas,
Da tristeza guardada;
Encontrei ainda, jogada em um canto,
Um tanto de alegria embrulhada, reprimida;
Agora, cabe a mim, limpar o mofo,
Sacudir a poeira,
Limpar a sujeira;
Seguir colecionando as tralhas que o tempo me traz,
Trançando meus pés nesta andança
Até o tempo que não terei o tempo,
E passarei a ser lembrança;
Uma biografia vazia,
Uma fotografia sem nome,
Perdida, esquecida.

Sem titulos, uma forma de protesto

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