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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Abraços de Chumbo

Poema de Tarso Correa


Abraços de chumbo


São paredes que se fecham,
Sombras que me envolvem,
Angústia que me agasalha,
Coração que dispara;
Pensamento em turbilhão,
Afogado em ansiedades,
Sentindo o peso da realidade,
Perdido na multidão,
Sozinho na cidade;
Corpo a latejar,
Lavado por vapores de suor frio a gotejar,
Olhos a lacrimejar,
Sensações materializadas em grilhões,
Que me imobilizam em um mundo de incisões,
Em que a moral é escrita em pichações,
Por mãos e mentes em síncope;
São medos que me acompanham,
Que me envolvem e banham,
Mergulhando-me neste pânico,
Enclausurando-me neste cubículo tirânico.

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