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segunda-feira, 21 de abril de 2014


Poema de Tarso Correa




A minha pele é negra,
A tua alma é negra,
A minha alma é branca,
Branco é o teu sorriso de escárnio.
Meus sonhos são coloridos,
Seu caminhar é sofrido;
Meus pés levitam sobre a trilha que deixas,
De colágenos de pruridos.
A tua indiferença, é indiferente
É ausente no meu presente;
Não te sinto, não te pressinto.
Rastejas na tua pequenez,
Na ilusão da embriaguez do teu preconceito,
Cavas teu leito, tua tumba.
Pobre alma afogada na mesquinharia,
De tua própria agonia.

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